Entre 24 atividades industriais investigadas, somente nove tiveram variações positivas - Foto Arquivo Correio do Estado

Quatro maiores variações foram em outros produtos químicos (-4,41%); fumo (2,38%); perfumaria, sabões e produtos de limpeza (2,04%); e impressão (1,95%)

Pelo quarto mês consecutivo os preços da indústria registraram queda, conforme o Índice de Preços do Produtor (IPP), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o balanço, entre as 24 atividades industriais investigadas, somente nove tiveram variações positivas, sendo:

Fabricação de bebidas 1,43
Produtos do fumo 2,38
Celulose, papel e produtos de papel 1,33
Impressão e reprodução de gravações 1,95
Coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis 1,01
Sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 2,04
Máquinas e equipamentos: 1,24
Veículos automotores, reboques e carrocerias: 0,55
Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores 0,75

Vale ressaltar que os preços da indústria em geral registram queda desde agosto de 2022, sendo contabilizado, respectivamente -3,04%; -1,89%; -0,86% e -0,54% até novembro do ano passado.

Na prática, o IPP das Indústrias Extrativas e de Transformação mede o valor de produtos na chamada “porta de fábrica”, onde não são calculados preços de impostos e fretes.

Ainda, ele abrange as grandes categorias econômicas: bens de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis), de capital e intermediário.

Dos pontos percentuais que mais impactaram o medidor, o Instituto cita “outros produtos químicos”, com a variação de -0,41 se comparado com outubro de 2022.

Depois dele, tiveram efeito na variação de novembro os alimentos, que variaram -0,17 pontos percentuais; indústrias extrativas (-0,08 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,12 p.p.).

Valor no ano

Enquanto em novembro de 2021 o IPP figurava em 28,55%, o acumulado no ano foi para o patamar de 4,47%. Diante disso, essa taxa acumulada divulgada hoje (04) já aparece como o quarto pior resultado desde 2014, quando o medidor teve início.

Nesse acumulado, entre as atividades que mais variaram encontram-se:

  • papel e celulose (19,47%),
  • impressão (18,07%),
  • refino de petróleo e biocombustíveis (17,50%) e bebidas (16,80%).
  • Na composição do resultado agregado da indústria,

Na perspectiva do acumulado anual, a composição do resultado foi principalmente influenciada pelo refino de petróleo e biocombustíveis (1,95 p.p.), alimentos (1,12 p.p.), outros produtos químicos (-0,96 p.p.) e metalurgia (-0,78 p.p.).

Se contado os últimos doze meses, o acumulado fica em 4,39%, diante de um 6,49% registrado em outubro do ano passado.

Já nesse indicador, aparecem quatro maiores variações, sendo os setores de:

  • impressão (19,68%);
  • bebidas (17,53%);
  • papel e celulose (17,34%);
  • fabricação de máquinas e equipamentos (16,41%)

Refino de petróleo e biocombustíveis (1,77 p.p.); alimentos (1,62 p.p.); metalurgia (-1,02 p.p.); e indústrias extrativas (-0,75 p.p.) são os setores de maior influência no resultado agregado.

Fonte Correio do Estado