
O PL (Partido Liberal), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, conta com cinco bolsonaristas presos que se candidataram nas últimas eleições em 2022. As demais legendas com membros envolvidos nos atos antidemocráticos são Patriota, PMN, PRTB, Solidariedade e Democracia Cristã. A soma dos valores recebidos por pelo menos sete candidatura foi de R$ 180,8 mil dos fundos eleitoral e partidário.
Segundo informou a Folha de S. Paulo, esse grupo conseguiu apenas 5.800 votos e ninguém chegou a se eleger . Contudo, cinco deles tornaram-se suplentes e estão na linha de sucessão para assumirem os respectivos cargos.
Odete Correa (PL-SC) , atual vereadora de Bom Jesus (SC), arrecadou R$ 58,9 mil, a maior cifra entre os candidatos presos. Porém foi derrotada na disputa a deputada estadual com 564 votos, mas ficou com a vaga de suplente. Do valor arrecadado por Odete, R$ 35 mil foi recebido de repasses da candidatura da ex-governadora e deputada federal eleita Daniela Reinehr (PL-SC). A manifestante extremista recebeu R$ 13,9 mil do governador Jorginho Mello (PL-SC) e R$ 10 mil de Valdir Colatto (PL-SC) , atual secretário estadual de Agricultura de Santa Catarina.
A reportagem diz ainda que 65 bolsonaristas presos foram candidatos em eleições gerais ou municipais desde 2000 com 26 deles se candidatando por mais de uma vez
Maria Elena Passos (PL-ES) foi ‘eleita’ suplente de deputada estadual e recebeu R$ 6,5 mil da candidatura do senador eleito Magno Malta (PL-ES) e outros R$ 30 mil da direção nacional do PL.
Stela Maria Atanazio (Democracia Cristã-SP) recebeu cerca de R$ 13,8 mil do partido para campanha a deputada federal, mas conseguiu 247 votos e foi derrotada. Ela está entre os 60 bolsonaristas liberados da cadeia com tornozeleira eletrônica, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).
Rogério Souza Lima (PL-BA) teve 2.005 votos, tornando-se suplente de deputado estadual.
Oziel Lara dos Santos (Patriota-SC) perdeu a disputa a deputado estadual, porém transmitiu nas redes sociais a depredação do Palácio do Planalto.
Adrian Paz (PRTB-MG) saiu derrotado na disputa a deputado estadual e foi preso no Distrito Federal.
Regina Aparecida Silva (PMN-RR) renunciou a disputa de segunda suplente de senador também foi presa no DF.
Edna Borges Correa (Solidariedade-DF) teve apenas 106 votos e foi derrotada a vaga de deputada estadual foi detida por suspeita de participação dos atos e e expulsa do partido.
Fonte: iG






